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Tribunal do Júri absolve policial penal acusado de homicídio em Recreio e reconhece legítima defesa

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O Tribunal do Júri da Comarca de Leopoldina absolveu, nesta quarta-feira (10), o policial penal acusado de matar um homem de 35 anos durante uma briga ocorrida na Exposição Agropecuária de Recreio, em 2023. Por maioria dos votos, os jurados acolheram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do réu.


O caso teve grande repercussão em toda a região desde o ocorrido, registrado na madrugada do dia 28 de julho de 2023, no parque de exposições da cidade. Conforme foi apurado à época, o policial penal estava de folga e participava do evento quando se dirigiu ao banheiro do local. Segundo as investigações, ele teria pedido que a vítima parasse de usar drogas no ambiente.


Ainda de acordo com os levantamentos realizados durante a apuração do caso, o homem não teria aceitado a orientação e iniciou uma luta corporal com o policial. Durante a confusão, o agente efetuou um disparo de arma de fogo.


A vítima foi socorrida inicialmente para o pronto-socorro de Recreio e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para a Casa de Caridade Leopoldinense, em Leopoldina. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu e morreu horas depois.


Após o episódio, o policial penal foi preso em flagrante e permaneceu detido por 105 dias. Posteriormente, conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade enquanto aguardava julgamento.


Após a decisão do júri, o advogado de defesa concedeu entrevista à Rádio Muriaé e afirmou que o resultado representa o reconhecimento da inocência de seu cliente. Segundo ele, os jurados entenderam que o policial agiu para proteger a própria vida.


“Os jurados, por maioria, reconheceram a legítima defesa. É um caso que nos trouxe muita gratificação, porque a justiça pôde ser feita”, declarou o defensor.


Com o veredito, o policial penal foi absolvido da acusação de homicídio. O processo criminal é considerado encerrado em primeira instância, embora o Ministério Público ainda possa apresentar recurso contra a decisão.

 
 
 

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