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Os reis da resistência

Sem apoio do poder público, a Folia de Reis perdeu força e expressividade em Leopoldina e região, mas há grupos que persistem na tradição cultural


O período natalino, dentro do calendário católico, encerra-se no dia 6 de janeiro, data em que se comemora também o Dia de Reis. A tradição refere-se aos três reis magos citados nos Evangelhos que teriam levado presentes para o Menino Jesus, o Messias Salvador ou Rei dos Reis. Há muitos séculos, católicos hispano-portugueses incorporaram a narrativa bíblica em um de seus festejos mais belos, vibrantes e coloridos: a Folia de Reis, também conhecida como Reisado. Porém, nos últimos anos, a manifestação popular tem perdido força no Brasil.


Durante todo o Século XX, diversos grupos de Folia de Reis podiam ser vistos em diferentes pontos do extenso município. Para W. S., é triste ver a tradição se perder. Aos 24 anos, ele conta que desde os 10 anos participa do festejo. Herdou do pai, a missão de dar continuidade que vem da época de seus avós, mas sem saber o tempo preciso. Todos os anos, entre 24 de dezembro e 20 de janeiro, o grupo de 17 pessoas percorre as ruas e de bairros, tocando e entoando cânticos. Os dois palhaços mascarados dançam e roubam a cena das apresentações por onde passam.


“Não conseguimos nos apresentar muito longe porque não há apoio de transporte ou cachê. Tiramos do próprio bolso para ir a um bairro distante. Às vezes, conseguimos arrecadar algum trocado em apresentações nas casas ou recebemos um lanche ou almoço. Não temos condições de viajar. Nunca participamos de festivais”, explica W.S.



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