top of page

Operação “Cavalo De Troia” investiga fraudes em licitações em Laranjal e Além Paraíba

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O Ministério Público de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a operação “Cavalo de Troia” nos municípios de Laranjal e Além Paraíba, na Zona da Mata mineira. A ação tem como foco investigar possíveis crimes contra a Administração Pública relacionados a processos licitatórios.


Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão — três em Laranjal e quatro em Além Paraíba. As diligências ocorreram em residências de investigados e também em sedes de empresas, contando com o apoio das Polícias Civil e Militar.


As investigações tiveram início após a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Muriaé identificar que duas empresas, ambas sediadas em Além Paraíba, passaram a vencer diversas licitações promovidas pela Prefeitura de Laranjal a partir de 2024.


Uma das empresas investigadas, com atuação na área de gestão de pessoas, venceu dois chamamentos públicos de grande relevância: um para administrar a Instituição de Longa Permanência de Laranjal, em 2024, e outro para gerir o Hospital Municipal, em 2025. Entretanto, segundo o MPMG, os atestados de capacidade técnica apresentados pela empresa continham informações falsas.


Ainda conforme apurado, a empresa teria alterado sua Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) poucos dias antes da abertura dos editais, levantando suspeitas de que havia conhecimento prévio sobre os processos licitatórios.


A segunda empresa investigada também é alvo de suspeitas. De acordo com o Ministério Público, ela teria criado uma sede fictícia em Laranjal apenas para atender às exigências de localização previstas nos editais. Mesmo sem comprovar capacidade operacional compatível, a empresa participou e venceu licitações para fornecimento de diversos produtos, como materiais de escritório, caixas d’água, gêneros alimentícios e até drone pulverizador.


Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que os atestados de capacidade técnica dessa segunda empresa teriam sido fornecidos pela primeira, o que reforça a suspeita de ligação entre ambas.


Durante as apurações preliminares, o MPMG também identificou fortes indícios de superfaturamento e emissão de notas fiscais frias. Há suspeitas de que produtos pagos pela Prefeitura de Laranjal não tenham sido entregues integralmente, apesar de constarem como recebidos na documentação oficial.


As investigações apontam ainda que os representantes legais das duas empresas mantêm relacionamento afetivo, o que pode indicar a existência de um esquema estruturado para fraudar licitações.


Todo o material apreendido será analisado pelas autoridades, e as investigações seguem em andamento. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como fraude em licitação, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

 
 
 

Comentários


Logo Zona Mata ZM Nova (1).png

© 2019 by GNR Comunicação e Marketing

bottom of page