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Golpista se passa por médico do Hospital de Cataguases e extorque familiar de paciente na UTI

  • jornalzonadamataon
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

Uma denúncia registrada na Polícia Militar, Polícia Civil e encaminhada ao Ministério Público aponta a atuação de um golpista que se passou por médico do Hospital de Cataguases para extorquir dinheiro de uma familiar de um paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O caso também levanta suspeitas de possível vazamento de dados sensíveis do prontuário médico, o que pode configurar violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).


De acordo com o registro, a denunciante é sobrinha e responsável legal de um paciente internado no Hospital de Cataguases desde o dia 5 de janeiro de 2026. Com o agravamento do quadro clínico, o paciente foi transferido para a UTI na noite do dia 9.


Na manhã seguinte, em 10 de janeiro, por volta das 10h38, a familiar recebeu uma ligação via WhatsApp de um homem que se apresentou como “Dr. Marcelo Melo”. Segundo o relato, o interlocutor demonstrava domínio técnico, utilizava linguagem profissional e tinha informações detalhadas sobre o estado de saúde do paciente, além de dados pessoais e do fato de que o telefone da denunciante era o único contato informado ao hospital.


Durante a ligação, o falso médico afirmou que o paciente estaria com uma hemorragia e que necessitava de um procedimento urgente, alegando que a espera por autorização do Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ser fatal. Em seguida, solicitou um pagamento imediato de R$ 2.200,00 via PIX para a realização do suposto procedimento. Em estado de forte abalo emocional, a familiar efetuou a transferência.


Pouco depois, às 11h02, o mesmo número voltou a entrar em contato solicitando um segundo pagamento, no valor de R$ 850,00, referente à compra de ampolas e contraste, quantia que também foi transferida. Minutos depois, o golpista ainda tentou obter um terceiro PIX, alegando erro na soma dos valores. A insistência levantou suspeitas da denunciante, que se recusou a realizar nova transferência.

Diante da desconfiança, a sobrinha entrou em contato com a Caixa Econômica Federal para solicitar a contestação das transações e, posteriormente, registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar de Cataguases. Segundo ela, a ação foi motivada pelo desespero de tentar salvar a vida do tio, que segue internado na UTI.


No documento encaminhado às autoridades, a denunciante afirma que não pretende responsabilizar institucionalmente o hospital, mas cobra uma investigação rigorosa para identificar quem teve acesso aos dados do prontuário do paciente entre a noite do dia 9 e a manhã do dia 10 de janeiro, período em que o golpe teria sido articulado. Para ela, a principal linha de investigação é esclarecer como informações médicas e pessoais, que deveriam ser sigilosas, chegaram aos criminosos.


A denúncia é acompanhada de prints de conversas, comprovantes de transferências via PIX, registros de ligações telefônicas e outros documentos que, segundo a autora, podem auxiliar na identificação dos responsáveis.


Procurado, o secretário municipal de Saúde de Cataguases, Vinicius Franzone, responsável pela intervenção no Hospital de Cataguases, informou que a Santa Casa reforça constantemente aos pacientes e familiares que todos os serviços prestados na unidade são realizados pelo SUS, sem qualquer tipo de cobrança. Segundo ele, o episódio levou o hospital a emitir um novo alerta nas redes sociais para prevenir golpes semelhantes. O secretário lamentou o ocorrido e afirmou que a situação está sendo apurada.

 
 
 

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