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Cabe à Câmara impedir esse plano caipira de perpetuação no poder


A cidade foi surpreendida por um pedido de autorização de empréstimo da Prefeitura junto ao BNDES, no valor de R$ 3 milhões, em regime de urgência, valor este destinado a serviços de infraestrutura urbana no município. Muitas coisas chamam a atenção neste pedido. Vamos à nossas inquietações:


Primeiramente chama a atenção o fato de uma Prefeitura em regime de crise financeira, trabalhando apenas meio expediente, para economizar cadeira, se endividar. Manda o bom senso, não arrumar dívida quando se está apertado de dinheiro. O valor também chama atenção, R$ 3 milhões é muito pouco dinheiro em se tratando de infraestrutura urbana. Com esse valor não se conseguiu construir nada de relevante, no máximo alguma pracinha e uns quebra-molas. Mais atenção chama ainda, o fato das obras, a que se destinam o empréstimo, não terem sido explicitadas e nem os seus orçamentos. A Prefeitura com isso, pede aos vereadores um cheque em branco. Porque o pedido de urgência para obras que não se sabe quais são, a praticamente um ano das próximas eleições? Esse pedido, numa primeira análise, parece muito com um pedido de verba para ano eleitoral.


Toda essa situação nos levou a uma análise da situação financeira da Prefeitura de Leopoldina, e o que nós encontramos causa preocupação. Em 2017 a Prefeitura arrecadou R$ 89,4 milhões e gastou R$ 92 milhões, gerando um déficit de R$ 2,6 milhões. Em 2018 a receita foi de R$ 95,6 milhões, para uma despesa de R$ 96,5 milhões o que produziu um déficit de R$ 900 mil. Neste primeiro semestre de 2019, a situação se agrava bastante, para uma Receita de R$ 51 milhões a despesa foi de R$ 59, 8 milhões, produzindo um déficit de R$ 8,8 milhões. Em grandes números, de 2017 até junho de 2019 a Prefeitura acumulou um déficit de R$ 12,3 milhões. A pergunta que fazemos é, como uma Prefeitura já tão endividada pode querer se endividar ainda mais?

Frente a esses números do endividamento Municipal, podemos tirar algumas conclusões. A primeira delas refere-se ao valor. A Prefeitura só está pleiteando um empréstimo de R$ 3 milhões porque o seu endividamento atual a impede de conseguir valores maiores, ou seja, está perto do seu limite de endividamento A outra questão é porque uma Prefeitura tão endividada quer se endividar mais ainda. Aí, a resposta que temos não é econômica ou financeira, é política. Por que política? Como todos sabemos, o nosso Prefeito se profissionalizou no cargo, depois de 20 anos nos governando.


Entendemos que ele, com esse empréstimo, não pretende fazer obra relevante alguma, ele está simplesmente inviabilizando o seu sucessor. O próximo Prefeito receberá uma Prefeitura muito endividada, porque ao que tudo indica, até o final do atual mandato esse quadro deverá se agravar mais ainda. Esse empréstimo no BNDES tem o objetivo puro e simples de fechar uma porta de financiamento para o Município. Se endividando agora, até o limite legal, o próximo Prefeito não poderá recorrer ao Banco para projeto algum. Assim, esse pedido de empréstimo e o alto endividamento do Município, nada mais são do que um projeto de inviabilização do próximo mandato, face à herança que está sendo matreiramente preparada. Daqui a quatro anos o atual Prefeito reaparece como o salvador da pátria, posando de bom gestor. Pois, como todos sabemos, ele só pensa naquilo.

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