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De Volta Para Casa

A semana começa com a notícia da Eleição da Cristina Kirchner para Vice-Presidente da Argentina. Como pouca gente sabe o nome do Presidente eleito, fica claro que, na verdade, quem vai mandar é ela. Enquanto a Argentina consuma um salto para o passado, a esquerda brasileira vê nessa eleição o fim da onda direitista na América Latina e sonha com a volta ao poder e tudo de bom que ele traz. Sonhar não custa nada.

Estamos indo para a terceira semana do julgamento, no Supremo, da prisão após a segunda instância. Essa demora toda serve para se testar a reação da população quanto ao resultado que se mostra provável, a libertação de cento e noventa mil bandidos para beneficiar os corruptos milionários e seus advogados amigos dos Juízes. A confraternização do advogado Kakay e do Ministro Gilmar Mendes, após o voto da Rosa Weber, não deixa nenhuma dúvida sobre o que está acontecendo na nossa Suprema Corte. O famoso advogado Kakay foi sócio do Restaurante Piantella, ponto de encontro do poder em Brasília, nos anos 80 e 90. Como proprietário, costumava beber com os clientes, não moderadamente, podemos dizer. Numa dessas noites de álcool e política ele fez uma confissão que eu acho oportuno relembrar. Ele disse que detestava trabalhar para cliente honesto, porque era difícil de cobrar. O cara honesto, para conseguir o valor dos honorários, tinha de vender a casa ou hipotecá-la, isso era muito constrangedor. Já com o cliente bandido era tudo muito mais fácil, o dinheiro não era dele mesmo, podia-se cobrar o que quisesse ninguém reclamava e o que se salvasse era sempre lucro. Nunca havia reclamação, por conta disso, ele estava selecionando a sua clientela e focando só na bandidagem. Foi uma grande sacada, ele hoje deve ser um dos advogados mais ricos do Brasil e dos mais bem relacionados, a ponto de frequentar o Supremo de bermuda e chinelo de dedos. Quanto ao mérito do julgamento, mesmo não sendo advogado, eu acho essa discussão uma enrolação, a Constituição não fala nada de prisão, fala da presunção de inocência até o trânsito em julgado, tanto que existe a prisão preventiva e temporária, antes até de qualquer julgamento. A Constituição te garante o direito de recorrer, mas não fala que você deva estar solto para usufruir desse direito. Pura embromação e latinório, para preservar ladrões e corruptos bem-sucedidos. Por precaução o Congresso e o Supremo estão construindo um túnel que permite que Deputados, Senadores e Juízes possam transitar livremente fora das vistas do público pagante.

A semana deve continuar com a questão do petróleo nas praias do nordeste causando controvérsia e muito falatório. De concreto temos que o Petróleo é Venezuelano e que foi lançado ao mar cerca de 700 km da costa de Pernambuco. O resto é especulação. A questão poderia ser elucidada se a Venezuela informasse que navios ela carregou no período do acidente. Isso possibilitaria ao Brasil acionar autoridades internacionais e achar os responsáveis. A negativa da Venezuela em fornecer essas informações mantém acesas a hipótese de ecoterrorismo, que convence cada dia mais gente em Brasília. O silêncio dos ambientalistas e da esquerda reforçam essa tese. Quanto mais evidente fica o papel da Venezuela nessa história, mais teorias estapafúrdias aparecem na mídia. A última era de que o óleo se originaria de fissuras causadas pela exploração do Présal e que a Petrobrás estaria tentando culpar a Venezuela. Só faltou explicar como o petróleo, explorado no Caribe, surgiu numa fissura nas costas brasileira. A limpeza das praias segue sendo feita com uma imensa participação de voluntários e não se consegue prever ainda, por quanto tempo mais essa situação vai perdurar.

O Presidente Bolsonaro retorna ao Brasil da sua viagem a Ásia, sem muito o que contar. A esperá-lo, os problemas antigos e alguns novos. A briga no PSL, que amainou, deve voltar a esquentar. O nunca esquecido Queirós apareceu em novo vídeo se colocando como agenciador de cargos no Congresso. Em uma entrevista fala de um cometa, de todo tamanho que está atrás dele com intenções as mais escabrosas possíveis. Aqui vale lembrar a frase do Millôr, “Passarinho que come pedra sabe o que lhe advém”

No Chile, o exército prendeu sessenta agentes da inteligência Venezuelana infiltrados nos protestos que pararam o país. É obvio que esses agentes não levaram um milhão de pessoas às ruas, eles devem ter se dedicados a piorar o que já estava ruim. Os quatorze mortos nas manifestações foram vitimados pelos incêndios nos saques ao comércio da Capital. Como a mídia fala dos mortos, mas não fala de como morreram, fica-se com a sensação de que o Exército está metralhando o povo nas ruas de Santiago.

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