Conta de luz ficará mais cara a partir de agosto com bandeira vermelha patamar 2
- 28 de jul. de 2025
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou, na última sexta-feira (25), que a partir de 1º de agosto a conta de luz ficará mais cara em todo o país. Isso porque será acionada a bandeira tarifária vermelha – patamar 2, o que implica em uma cobrança extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Essa tarifa adicional ocorre quando o sistema elétrico precisa acionar as usinas termelétricas, que geram energia a partir da queima de combustíveis fósseis. Por terem um custo de produção mais alto, a conta de luz sofre reajustes para compensar o uso dessa fonte de energia.
A ativação das termelétricas se torna necessária em períodos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas, principais responsáveis pela geração de eletricidade no país. Sem volume suficiente de água, o fornecimento das hidrelétricas diminui, e as térmicas entram em cena para manter o abastecimento e garantir o funcionamento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2025 as hidrelétricas correspondem a cerca de 45% da matriz elétrica nacional, número significativamente maior do que os quase 8% das termelétricas. Ainda assim, a dependência da energia gerada pelas águas impõe desafios, já que essa fonte está diretamente ligada ao regime de chuvas — que não tem sido regular ao longo de 2025.
Desde maio deste ano, o Brasil já vinha operando sob a bandeira tarifária amarela, devido à escassez de chuvas e à projeção de que os níveis dos reservatórios não melhorariam no curto prazo. A passagem para a bandeira vermelha reforça esse cenário de alerta.
A ANEEL adota as bandeiras tarifárias como forma de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia elétrica em determinado período. E, neste momento, a previsão climática desfavorável exige maior uso de fontes mais caras, como as termelétricas — e isso pesa no bolso do brasileiro.



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